Ateliê PETECANDO

Trabalhos em feltro, biscuit, origami…Porque nós amamos artesanato!


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Vivendo de Artesanato

Olá Pessoal, tudo bem com vocês?

Hoje eu vim fazer um post um pouco diferente dos anteriores. Resolvi iniciar uma série de post com dicas pra quem trabalha com artesanato. Coisas do tipo: tutoriais, dicas de vendas, cálculo de preços e etc.

Atualmente minha principal fonte de renda é o Ateliê Petecando. E para que vocês entendam como cheguei até aqui, vou contar um pouco da minha trajetória no artesanato.

Desde criança, sempre me interessei por trabalhos manuais. Comecei a bordar vagonite aos 7 anos de idade, pois via a minha mãe fazendo e queria fazer igual, rs.

Imagem

fonte: Pinterest.com

Ainda na infância aprendi crochê olhando em diagramas de revistas japonesas. Algumas pessoas estranhavam ver uma criança fazendo crochê, diziam que isso era coisa de “gente velha”, mas eu adorava e as pessoas da minha família me incentivavam e sempre que possível me ensinavam coisas novas. Foi assim que, na adolescência, aprendi a fazer origami modular e biscuit. E nessa época comecei a perceber que o artesanato poderia ser uma fonte de renda. Por orientação da minha tia, que é artesã e expõe em Embu das Artes, fiz a carteirinha da SUTACO. Pra vocês terem ideia, tenho a carteirinha desde 2004, ou seja, há 10 anos! Mesmo assim, até pouco tempo, estava longe de conseguir fazer do artesanato uma fonte de renda efetiva.

Digo isso porque participo de feiras há alguns anos, e demorou muito pra começar a ter um retorno. Acabei perdendo o foco por um tempo, trabalhei em outras áreas onde tive retorno financeiro, mas não me sentia realizada profissionalmente. Acho que isso é uma coisa que só quem faz artesanato vai entender. O bichinho do artesanato te pega, e vira um tipo de vício, mas um vício bom, que tranquiliza a mente, ajuda a equilibrar as emoções, trabalha o lado criativo… Ou seja, é tudo de bom. Trabalhar com artesanato e fazer dele uma fonte de renda efetiva tem sido um sonho. Mas só pude chegar perto de realizá-lo depois de pesquisar bastante sobre o assunto e colocar a teoria em prática.

Como tive um pouco de dificuldade em encontrar informações sobre pessoas que vivem de artesanato, comecei a pesquisar sobre empreendedorismo, afinal, viver de artesanato é ser empreendedor. Dessa pesquisa obtive as bases da minha atual forma de trabalho:

  1. Ter um bom produto a oferecer;
  2. Ter um bom preço (que seja bom para o consumidor, mas também bom para o artesão);
  3. Conhecer o perfil dos clientes.

Entender esses 3 pontos me ajudou a melhorar muito o rendimento do meu trabalho, especialmente o retorno financeiro. E o que me ajudou a entender tudo isso foi o curso Aprender a Empreender do SEBRAE, que pode ser feito gratuitamente pelo site do SEBRAE. Recomendo muito! A linguagem é simples e o conteúdo é muito bom!

Nos próximos posts da série Vivendo de Artesanato, vou explicar cada um dos três pontos, mas do ponto de vista do artesanato.

Se você gostou do post, ou tem alguma dúvida ou quer contar um pouco da sua experiência com artesanato, deixe seu comentário!

Um beijo e até a próxima!  

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